Minha formatura é no próximo dia 28. Entrei na faculdade no primeiro semestre de 2001. Vou me formar em outra universidade, em outro curso, depois de OITO ANOS. Primeiro foi Cinema, depois de alguns anos Jornalismo, um semestre de Direito inexplicável e, finalmente, a volta para o Jornalismo e a formatura. Nunca imaginei que demoraria oito anos para ter meu diploma. Quanta coisa aconteceu nesses últimos oito anos. Meudeus.
Estava vendo a lista das pessoas que se formarão comigo na próxima terça e cheguei a conclusão de que não conheço ninguém. NINGUÉM. Ok, é mentira: eu conheço uma pessoa, mas não tenho certeza se ela me conhece. Assim conta? Estou ligeiramente obsessiva (obsessiva? tá certo? desaprendi a escrever?) com esse fato -- é muito estranho não conhecer ninguém na sua própria formatura. É perfeitamente explicável: nunca tive uma turma desde que me transferi para a faculdade nova, até conheço algumas pessoas que só se formarão daqui a alguns anos. Ainda assim, é estranho.
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Ressuscitando o blog
Sim, estou ressuscitando temporariamente este blog. Não, o eclipse não acabou. Não, eu não sabia que o Agridoce estava morto, ressuscitando é só jeito de falar.
Não ando escrevendo decentemente há tempos. Ou então, ando escrevendo decentemente demais. Hoje, em trinta minutos, termino o meu trabalho de conclusão de curso. A minha tão famigerada a minha monografia. E ainda existe uma série de perguntas que pipocam na minha cabeça. Não sobre o tema escolhido, porque isso não é importante, mas sobre como diabos eu cheguei a esse tema.
A minha primeira monografia seria sobre revistas antigas. Fiz um trabalho no primeiro período da faculdade sobre o assunto, gostei, fiquei interessada em escrever mais e logo depois desiti.
A minha segunda monografia, a preferida, era sobre os filmes de terror. Na verdade, sobre a dinâmica do medo nos filmes de terror. Tinha escolhido alguns filmes como exemplo e a minha inteção era detalhar como para cada um daqueles diretores o processo de causar medo no espectador era diferente. Eu adorava essa idéia que, óbvio, já deve ter sido feita por alguém. Aliás, deve ter sido feita por alguém muito antes de eu pensar na idéia -- e isso já deve fazer uns seis anos.
Troquei a faculdade de Cinema por Jornalismo e a monografia dos filmes de terror não cabia mais. Então, sobre o que eu ia escrever? Pensei em Jornalismo Literário. Eu adoro Jornalismo Literário. Tenho milhares de livros sobre o assunto e sou fascinada pelo tema. O problema é que deus e o mundo já escreveram sobre isso. Mas eu não queria desistir.
Resolvi focar o assunto em Obituários. Tenho um livro só deles ("O livro das vidas do New York Times") que acho sensacional e pensei que daria um bom caldo para uma monografia: os obituários do New York Times (os dos principais jornais brasileiros não são lá essas coisas, não dava para escrever sobre isso).
Não rolou. E eu acabei -- gente, não sei bem como ainda, esse era um post tentando descobrir -- escrevendo sobre a Crise do Jornalismo Impresso. Já teve professor me xingando (não, não me xingou, mas reclamou) dizendo que a crise não existe, que isso é coisa de americano louco, que no Brasil o número de circulação dos jornais só aumenta. Só se foi no começo da década de 90, porque ultimamente...
Enfim, tudo isso foi para dizer que faltam 15 minutos para eu terminar o prazo que dei para mim mesma e eu não consigo escrever as duas últimas páginas. Duas páginas. O que são duas páginas para quem já escreveu trocentas? Minha gente, falta duas páginas para eu terminar a faculdade. E eu não consigo escrevê-las.
Me desejem sorte. Tudo bem que ninguém vai ler isso daqui nos próximos quinze minutos, mas a boa alma que ler isso daqui no futuro, me deseje sorte. Não vai adiantar, mas pelo menos... eu vou me sentir melhor. Eu acho.
Não ando escrevendo decentemente há tempos. Ou então, ando escrevendo decentemente demais. Hoje, em trinta minutos, termino o meu trabalho de conclusão de curso. A minha tão famigerada a minha monografia. E ainda existe uma série de perguntas que pipocam na minha cabeça. Não sobre o tema escolhido, porque isso não é importante, mas sobre como diabos eu cheguei a esse tema.
A minha primeira monografia seria sobre revistas antigas. Fiz um trabalho no primeiro período da faculdade sobre o assunto, gostei, fiquei interessada em escrever mais e logo depois desiti.
A minha segunda monografia, a preferida, era sobre os filmes de terror. Na verdade, sobre a dinâmica do medo nos filmes de terror. Tinha escolhido alguns filmes como exemplo e a minha inteção era detalhar como para cada um daqueles diretores o processo de causar medo no espectador era diferente. Eu adorava essa idéia que, óbvio, já deve ter sido feita por alguém. Aliás, deve ter sido feita por alguém muito antes de eu pensar na idéia -- e isso já deve fazer uns seis anos.
Troquei a faculdade de Cinema por Jornalismo e a monografia dos filmes de terror não cabia mais. Então, sobre o que eu ia escrever? Pensei em Jornalismo Literário. Eu adoro Jornalismo Literário. Tenho milhares de livros sobre o assunto e sou fascinada pelo tema. O problema é que deus e o mundo já escreveram sobre isso. Mas eu não queria desistir.
Resolvi focar o assunto em Obituários. Tenho um livro só deles ("O livro das vidas do New York Times") que acho sensacional e pensei que daria um bom caldo para uma monografia: os obituários do New York Times (os dos principais jornais brasileiros não são lá essas coisas, não dava para escrever sobre isso).
Não rolou. E eu acabei -- gente, não sei bem como ainda, esse era um post tentando descobrir -- escrevendo sobre a Crise do Jornalismo Impresso. Já teve professor me xingando (não, não me xingou, mas reclamou) dizendo que a crise não existe, que isso é coisa de americano louco, que no Brasil o número de circulação dos jornais só aumenta. Só se foi no começo da década de 90, porque ultimamente...
Enfim, tudo isso foi para dizer que faltam 15 minutos para eu terminar o prazo que dei para mim mesma e eu não consigo escrever as duas últimas páginas. Duas páginas. O que são duas páginas para quem já escreveu trocentas? Minha gente, falta duas páginas para eu terminar a faculdade. E eu não consigo escrevê-las.
Me desejem sorte. Tudo bem que ninguém vai ler isso daqui nos próximos quinze minutos, mas a boa alma que ler isso daqui no futuro, me deseje sorte. Não vai adiantar, mas pelo menos... eu vou me sentir melhor. Eu acho.
Domingo, 9 de Março de 2008
Sábado, 29 de Setembro de 2007
O tempo
Hoje E. completa um ano. Exatamente um ano. Vou poder colocá-lo no colo, olhar bem em seus olhos e contar várias histórias, como a de quando o pai dele me bateu, quando estávamos na sexta série. Ou de como eu achava a mãe dele a menina mais bonita da escola, muito antes do pai dele começar a namorá-la. Vou poder contar infinitas histórias, mas não o farei, para que ele não me ache uma tia maluca e nostálgica, além de chata.
O pai de E., M., foi meu melhor amigo durante muitos anos, numa época -- a adolescência -- em que é difícil demais ter amigos meninos se você for uma menina. Hoje E. completa um ano e eu ainda não o conheci. Há quinze anos, se me falassem que eu demoraria um ano para conhecer o filho de pessoas que eu gosto tanto, eu cairia na gargalhada, diante de uma mentira tão estapafúrdia.
É por isso que eu acho que crescer é chato, ter o dia todo tomando por compromissos que não terminam nunca é chato, ficar tão cansada aos fins de semana a ponto de não conseguir fazer nada (ou quase nada) é chato. Talvez sejam só desculpas esfarrapadas pela minha falta de consideração, pela minha insolência, pelo meu cansaço. Talvez. Mas eu realmente acredito que não são. Deve ser por isso que às vezes, durante os dias úteis (tão inúteis...), eu coloco a minha cabeça no travesseiro antes de dormir e acho que quase tudo o que fiz durante o dia foi um total desperdício de tempo e, consequentemente, de vida. E a vida passa tão depressa que eu realmente não deveria gastá-la desse jeito, deveria?
O pai de E., M., foi meu melhor amigo durante muitos anos, numa época -- a adolescência -- em que é difícil demais ter amigos meninos se você for uma menina. Hoje E. completa um ano e eu ainda não o conheci. Há quinze anos, se me falassem que eu demoraria um ano para conhecer o filho de pessoas que eu gosto tanto, eu cairia na gargalhada, diante de uma mentira tão estapafúrdia.
É por isso que eu acho que crescer é chato, ter o dia todo tomando por compromissos que não terminam nunca é chato, ficar tão cansada aos fins de semana a ponto de não conseguir fazer nada (ou quase nada) é chato. Talvez sejam só desculpas esfarrapadas pela minha falta de consideração, pela minha insolência, pelo meu cansaço. Talvez. Mas eu realmente acredito que não são. Deve ser por isso que às vezes, durante os dias úteis (tão inúteis...), eu coloco a minha cabeça no travesseiro antes de dormir e acho que quase tudo o que fiz durante o dia foi um total desperdício de tempo e, consequentemente, de vida. E a vida passa tão depressa que eu realmente não deveria gastá-la desse jeito, deveria?
Segunda-feira, 19 de Março de 2007
Cidade Maravilhosa
Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
luto
eu fecho os olhos e vejo as ruas por onde o carro que arrastava o joão hélio passou, aquelas ruas que eu conheço razoavelmente bem. desde que soube da notícia, não consigo esquecer, não consigo desligar a mente, não consigo deixar de pensar em quão absurda é a realidade em que vivemos.
primeiro vem o horror, o horror de existir gente -- gente?! -- capaz de cometer um crime assim, capaz de ferir alguém dessa forma, capaz de arrastar por quase dez quilômetros um menino de seis anos de idade. uma criança, uma criança que provavelmente não imaginava algo assim nem em seus piores pesadelos. depois vem a raiva, o ódio, a vontade de jogar aos cães bandidos como esses.
então eu começo a ler nos jornais o governo lamentar. o governo lamentar como se não fosse culpa dele. vejam bem, eu não quero tirar a culpa dos três bandidos que cometeram um ato tão bárbaro, absolutamente. eles são culpados e ponto. mas é muito fácil para o governo aparecer em público depois de um ato assim dizendo que lamenta, dizendo que vai aumentar a quantidade de policiais nas ruas, dizendo que vai melhorar a segurança da cidade.
isso não basta. a questão não é aumentar a quantidade de policiais nas ruas (apesar disso também ser necessário). o que precisamos com urgência é de um sistema educacional gratuito e eficiente. o que precisamos com urgência é de um sistema de saúde gratuito e eficiente. o que precisamos com urgência é de uma polícia maior, bem paga e mais bem qualificada. o que precisamos ocm urgência é que a distribuição de renda nesta cidade, neste estado, neste país seja pelo menos um pouco mais justa.
não estou criando desculpas para o que os criminosos fizeram. não há justificativa para o crime que os três monstros cometeram. nascer pobre, morar no morro, ter uma família desestruturada... nada justifica um menino de seis anos ter a vida interrompida, nada justifica a destruição de uma família. nada, nada, nada. mas se queremos evitar que esse tipo de coisa aconteça no futuro, se queremos evitar que a violência só aumente, se queremos evitar um mundo onde as pessoas se matem por qualquer motivo (se é que já não vivemos nesse mundo), é melhor arregaçarmos as mangas e começarmos a agir. e o mínimo que podemos fazer é cobrar daqueles que estão no poder uma mudança radical.
enquanto as escolas continuarem semi-destruídas, sem infra-estrutura, sem material suficiente, com professores ganhando um salário de fome, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
enquanto os hospitais continuarem semi-destruídos, sem infra-estrutura, sem material suficiente, com médicos ganhando um salário de fome, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
enquanto os batalhões de polícia continuarem semi-destruídos, sem infra-estrutura, sem material suficiente, com policiais mal preparados ganhando um salário de fome, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
enquanto milhares de cidadãos ganharem um salário que não dá pra sobreviver, muito menos viver com alguma dignidade, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
eu estou me repetindo? sim, eu estou me repetindo. mas é para deixar claro, é para enfatizar o máximo possível: enquanto o governo não providenciar alguma qualidade de vida para os seus cidadãos, nós continuaremos a viver nessa barbárie. e, infelizmente, ccontinuaremos a ser testemunhas da gradativa destruição da cidade do rio de janeiro.
primeiro vem o horror, o horror de existir gente -- gente?! -- capaz de cometer um crime assim, capaz de ferir alguém dessa forma, capaz de arrastar por quase dez quilômetros um menino de seis anos de idade. uma criança, uma criança que provavelmente não imaginava algo assim nem em seus piores pesadelos. depois vem a raiva, o ódio, a vontade de jogar aos cães bandidos como esses.
então eu começo a ler nos jornais o governo lamentar. o governo lamentar como se não fosse culpa dele. vejam bem, eu não quero tirar a culpa dos três bandidos que cometeram um ato tão bárbaro, absolutamente. eles são culpados e ponto. mas é muito fácil para o governo aparecer em público depois de um ato assim dizendo que lamenta, dizendo que vai aumentar a quantidade de policiais nas ruas, dizendo que vai melhorar a segurança da cidade.
isso não basta. a questão não é aumentar a quantidade de policiais nas ruas (apesar disso também ser necessário). o que precisamos com urgência é de um sistema educacional gratuito e eficiente. o que precisamos com urgência é de um sistema de saúde gratuito e eficiente. o que precisamos com urgência é de uma polícia maior, bem paga e mais bem qualificada. o que precisamos ocm urgência é que a distribuição de renda nesta cidade, neste estado, neste país seja pelo menos um pouco mais justa.
não estou criando desculpas para o que os criminosos fizeram. não há justificativa para o crime que os três monstros cometeram. nascer pobre, morar no morro, ter uma família desestruturada... nada justifica um menino de seis anos ter a vida interrompida, nada justifica a destruição de uma família. nada, nada, nada. mas se queremos evitar que esse tipo de coisa aconteça no futuro, se queremos evitar que a violência só aumente, se queremos evitar um mundo onde as pessoas se matem por qualquer motivo (se é que já não vivemos nesse mundo), é melhor arregaçarmos as mangas e começarmos a agir. e o mínimo que podemos fazer é cobrar daqueles que estão no poder uma mudança radical.
enquanto as escolas continuarem semi-destruídas, sem infra-estrutura, sem material suficiente, com professores ganhando um salário de fome, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
enquanto os hospitais continuarem semi-destruídos, sem infra-estrutura, sem material suficiente, com médicos ganhando um salário de fome, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
enquanto os batalhões de polícia continuarem semi-destruídos, sem infra-estrutura, sem material suficiente, com policiais mal preparados ganhando um salário de fome, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
enquanto milhares de cidadãos ganharem um salário que não dá pra sobreviver, muito menos viver com alguma dignidade, nós continuaremos a viver nessa barbárie.
eu estou me repetindo? sim, eu estou me repetindo. mas é para deixar claro, é para enfatizar o máximo possível: enquanto o governo não providenciar alguma qualidade de vida para os seus cidadãos, nós continuaremos a viver nessa barbárie. e, infelizmente, ccontinuaremos a ser testemunhas da gradativa destruição da cidade do rio de janeiro.
Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007
Erico

Estou apaixonada pelo Erico Veríssimo. Eu já tinha lido O Continente em 2005, quando trabalhava na editora e tinha direito a desconto de 50% nos livros (o paraíso, o paraíso!). O problema é que na época não deu tempo de comprar o restante do épico (confesso que o Veríssimo não era prioridade; o meu alvo era outro escritor-estrela da editora, o Saramago, e minha obsessão era comprar quantos livros dele eu pudesse, tarefa em que tive considerável sucesso).
Tentei surrupiar os livros restantes de um amigo, mas não deu certo. Então nesse último Natal fiz uma campanha com a família e ganhei, finalmente, O Retrato e o Arquipélago. Só que -- parecia até castigo -- não tinha conseguido ler nenhum. Na segunda-feira ganhei de presente Incidente em Antares do Gustavo e, em vez de retornar para a saga dos Terra Cambará de Santa Fé (que já me espera há quase dois anos) achei por bem eliminar de vez a história dos mortos-vivos da gigantesca e interminável lista de livros que eu quero ler.

Ontem, antes de dormir, fiz questão de deixar um restinho de livro para terminar hoje. Eu estava de novo naquele limbo em que fico com pena de terminar de ler, apesar de estar louca para... terminar de ler. Acabei acordando às cinco da manhã (a minha insônia anda de brincadeira comigo; agora durmo uma da manhã para acordar às cinco e -- rá! -- só conseguir pregar os olhos novamente lá pelas oito) e, óbvio, acabei me despedindo da pequena cidade de Antares. Agora, estou indo pra Santa Fé. O Retrato que me aguarde. Afinal de contas, os dias de ócio forçado tinham de servir para alguma coisa.
Tentei surrupiar os livros restantes de um amigo, mas não deu certo. Então nesse último Natal fiz uma campanha com a família e ganhei, finalmente, O Retrato e o Arquipélago. Só que -- parecia até castigo -- não tinha conseguido ler nenhum. Na segunda-feira ganhei de presente Incidente em Antares do Gustavo e, em vez de retornar para a saga dos Terra Cambará de Santa Fé (que já me espera há quase dois anos) achei por bem eliminar de vez a história dos mortos-vivos da gigantesca e interminável lista de livros que eu quero ler.

Ontem, antes de dormir, fiz questão de deixar um restinho de livro para terminar hoje. Eu estava de novo naquele limbo em que fico com pena de terminar de ler, apesar de estar louca para... terminar de ler. Acabei acordando às cinco da manhã (a minha insônia anda de brincadeira comigo; agora durmo uma da manhã para acordar às cinco e -- rá! -- só conseguir pregar os olhos novamente lá pelas oito) e, óbvio, acabei me despedindo da pequena cidade de Antares. Agora, estou indo pra Santa Fé. O Retrato que me aguarde. Afinal de contas, os dias de ócio forçado tinham de servir para alguma coisa.
Domingo, 4 de Fevereiro de 2007
casa nova
e ah: casa nova. me rendi e mudei para o blogger novo. o sistema de comentários antigos não aguentou o tranco e fiquei com o sistema de comentários do blogger mesmo.
Sexta-feira, 2 de Fevereiro de 2007
Questionário
e então, aparentemente, o legal desse questionário não é respondê-lo, mas se assustar com as perguntas que você parece não ser capaz de responder:
3 nomes pelos quais você atende:
1) marcele
2) cele
3) cecele
3 nomes pelos quais você não atende:
1) marcela
2) michelle
3) má
3 nomes de tela:
1) marcele
2) sarah ivich
3) hyss
3 coisas que você gosta em você:
1) meus olhos;
2) minhas mãos;
3) minha memória.
3 coisas que você não gosta em você:
1) ser saudosista demais;
2) ser paranóica demais;
3) estar muitos quilos acima do peso.
3 partes da sua herança genética:
1) portuguesa;
2) cigana/espanhola;
3) negra.
3 coisas que assustam você:
1) clientes mal-educados;
2) dívidas;
3) escuro.
3 coisas essenciais no seu dia:
1) gustavo;
2) chocolate;
3) ler.
3 coisas que você está vestindo agora:
1) aliança;
2) relógio;
3) vestido.
3 dos seus artistas/bandas favoritos:
1) beatles;
2) natalie merchant;
3) tom jobim.
3 das suas canções favoritas:
1) georgia on my mind (ray charles);
2) preciso me encontrar (cartola);
3) your song (elton jonh).
3 coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:
1) me formar;
2) emagrecer trinta quilos;
3) escrever mais.
3 coisas que você vai fazer nos próximos 3 meses:
1) trabalhar;
2) escrever;
3) 27 anos.
duas verdades e uma mentira:
1) é possível ser feliz sendo triste;
2) eu não gosto do meu trabalho;
3) eu não tenho medo da morte.
3 nomes de filhos:
1) joaquim
2) nelly
3) beatriz
3 coisas que simplesmente você não consegue fazer:
1) mexer em papel molhado ou sujo;
2) ficar tranqüila nadando no mar;
3) comer lula.
3 hobbies favoritos:
1) ver filmes e séries;
2) ler;
3) escrever.
3 coisas que você quer fazer antes de morrer:
1) ter filhos;
2) viver de escrever;
3) conhecer todos os continentes.
3 nomes pelos quais você atende:
1) marcele
2) cele
3) cecele
3 nomes pelos quais você não atende:
1) marcela
2) michelle
3) má
3 nomes de tela:
1) marcele
2) sarah ivich
3) hyss
3 coisas que você gosta em você:
1) meus olhos;
2) minhas mãos;
3) minha memória.
3 coisas que você não gosta em você:
1) ser saudosista demais;
2) ser paranóica demais;
3) estar muitos quilos acima do peso.
3 partes da sua herança genética:
1) portuguesa;
2) cigana/espanhola;
3) negra.
3 coisas que assustam você:
1) clientes mal-educados;
2) dívidas;
3) escuro.
3 coisas essenciais no seu dia:
1) gustavo;
2) chocolate;
3) ler.
3 coisas que você está vestindo agora:
1) aliança;
2) relógio;
3) vestido.
3 dos seus artistas/bandas favoritos:
1) beatles;
2) natalie merchant;
3) tom jobim.
3 das suas canções favoritas:
1) georgia on my mind (ray charles);
2) preciso me encontrar (cartola);
3) your song (elton jonh).
3 coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:
1) me formar;
2) emagrecer trinta quilos;
3) escrever mais.
3 coisas que você vai fazer nos próximos 3 meses:
1) trabalhar;
2) escrever;
3) 27 anos.
duas verdades e uma mentira:
1) é possível ser feliz sendo triste;
2) eu não gosto do meu trabalho;
3) eu não tenho medo da morte.
3 nomes de filhos:
1) joaquim
2) nelly
3) beatriz
3 coisas que simplesmente você não consegue fazer:
1) mexer em papel molhado ou sujo;
2) ficar tranqüila nadando no mar;
3) comer lula.
3 hobbies favoritos:
1) ver filmes e séries;
2) ler;
3) escrever.
3 coisas que você quer fazer antes de morrer:
1) ter filhos;
2) viver de escrever;
3) conhecer todos os continentes.
Primeiro de dezembro
Ela me falou sobre o gosto amargo na boca durante a cremação. Eu me lembrei imediatamente do cheiro meio acre, meio doce das rosas, que começou durante o velório e me acompanhou até o enterro. Eu nunca esqueci o cheiro. Ela nunca esqueceu o gosto. Nós não estávamos chorando pela mesma pessoa. Alguns meses separavam o adeus, o funeral e todos os outros ritos que acompanham essas ocasiões. Comecei a pensar que, talvez, nossos sentidos fiquem mais apurados nessas horas. E que, talvez, os sentidos fiquem mais apurados porque todo o resto está adormecido, entorpecido, não sei definir bem. Sei que dói. Que dói demais. E que jamais conseguirei me acostumar com a morte.


